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- Epi. 1: O Despertar
Postado Por: Dalvyn
sábado, 24 de novembro de 2012
O Despertar
12:00
Dia quente e bastante agradável, os pássaros cantavam como se fosse o ultimo dia da Terra.
Dentro da casa, seus cabelos vermelhos balançavam perante ao vento. Vendo televisão, sentado no sofá, estava Franciel: 10 anos, garotinho pequeno e magrelo, morava com os pais; os quais trabalhavam por um longo período e não tinham muito tempo pra ele.
Franciel via televisão, programação diária de desenhos antes da escola. Mas era difícil se concentrar com aquele estranho cheiro de fumaça, devia ser algum vizinho queimando lixo ou algo assim.
Um vulto rápido no canto do olho esquerdo de Franciel, ele se assusta e levanta do sofá, alguém tinha passado correndo pelo jardim da casa. Franciel decide ir até o quarto dos seus pais que ficava no segundo andar, onde eles estavam dormindo.
Logo nas escadas, Franciel percebe que na verdade o cheiro de fumaça vinha do andar de cima, e ficava cada vez mais forte ao se aproximar do quarto dos pais. Com um caminhar tenso e arrastado, Franciel chega até a porta do quarto dos pais, tinha fumaça saindo pelos vãos da porta, ele fica perplexo e imóvel, quando finalmente retoma sua consciência lúcida ele abre a porta e ao olhar o interior do quarto percebe aquela traumatizante cena: seus pais queimando, assim como o quarto; tudo ali estava pegando fogo. Ele abre a boca, mas seu grito estava espremido dentro da garganta, o dilacerando por dentro, então Franciel corre para chamar ajuda, mas ao tentar descer os degraus da escada ele tropeça rolando escada abaixo, até bater a cabeça no chão e desmaiar.
"pim,pim......pim,pim......pim,pim......pim,pim"
12:00
Dia quente e bastante agradável, os pássaros cantavam como se fosse o ultimo dia da Terra.
Dentro da casa, seus cabelos vermelhos balançavam perante ao vento. Vendo televisão, sentado no sofá, estava Franciel: 10 anos, garotinho pequeno e magrelo, morava com os pais; os quais trabalhavam por um longo período e não tinham muito tempo pra ele.
Franciel via televisão, programação diária de desenhos antes da escola. Mas era difícil se concentrar com aquele estranho cheiro de fumaça, devia ser algum vizinho queimando lixo ou algo assim.
Um vulto rápido no canto do olho esquerdo de Franciel, ele se assusta e levanta do sofá, alguém tinha passado correndo pelo jardim da casa. Franciel decide ir até o quarto dos seus pais que ficava no segundo andar, onde eles estavam dormindo.
Logo nas escadas, Franciel percebe que na verdade o cheiro de fumaça vinha do andar de cima, e ficava cada vez mais forte ao se aproximar do quarto dos pais. Com um caminhar tenso e arrastado, Franciel chega até a porta do quarto dos pais, tinha fumaça saindo pelos vãos da porta, ele fica perplexo e imóvel, quando finalmente retoma sua consciência lúcida ele abre a porta e ao olhar o interior do quarto percebe aquela traumatizante cena: seus pais queimando, assim como o quarto; tudo ali estava pegando fogo. Ele abre a boca, mas seu grito estava espremido dentro da garganta, o dilacerando por dentro, então Franciel corre para chamar ajuda, mas ao tentar descer os degraus da escada ele tropeça rolando escada abaixo, até bater a cabeça no chão e desmaiar.
"pim,pim......pim,pim......pim,pim......pim,pim"
O despertador do celular de Franciel começa a tocar, o acordando daquele terrível pesadelo. Mas quem dera aquilo fosse só um pesadelo. Aquilo realmente havia acontecido há quatro anos atrás, e depois da morte de seus pais ele tinha pesadelos frequentes do ocorrido.
Franciel morava agora com seu tio, que vivia de dinheiro do governo, dado por sua invalidez causada por um câncer maligno, que segundo seu médico o levaria a morte em no máximo um ano.
A vida não era fácil agora. Franciel tinha seus 15 anos e cursava a oitava série, ficava a maior parte do tempo em casa sozinho, seu tio passava a vida toda em bares da cidade e só chegava em casa bêbado, era isso toda noite, e fora assim desde que tinha descoberto o câncer.
Franciel tinha pouco divertimento, pra ele a escola era uma total perda de tempo, assim como construir amizades. Passava todas as noites acordado vendo filmes, ou ouvindo um bom rock, mas a pouco mais de uma semana tinha largado tudo isso para apenas falar com uma garota, a qual dedicava todas as horas da madrugada. Jennifer era o nome dela, simplesmente Jennifer.
Franciel vai até o banheiro, lava o seu rosto, logo depois segue para a cozinha e prepara o seu café, decide pegar o jornal de seu tio, que estava na mesa, a manchete era "Vulcão volta a ativa em Santaro".
A avó de Franciel morava em Santaro, ele decide que mais tarde vai ligar, se não esquecer.
Após tomar café e colocar sua roupa, Franciel sai de casa e vai a caminho da escola.
Franciel estava na turma 82, estudava na Escola Maverick que ficava a poucas quadras de sua casa.
No caminho, Franciel encontra Marcos, seu melhor amigo e colega.
Franciel: - Hey, Marcos!
Marcos: - Oi!
Franciel: - Tive aquele pesadelo de novo.
Marcos: - De novo?! Já pensou em ir ao médico?
Franciel: - E por acaso existe remédio pra tirar pesadelo!?
Marcos: - Mas, sei lá, deve ser ruim ter o mesmo pesadelo sempre.
Franciel: - E como!
Marcos: - Vamos rápido, porque já estamos atrasados.
Franciel: - Aff! Você sabe que eu odeio caminhar rápido.
Marcos: - Tá bom, tá bom, vamos chegar um pouco atrasados, mas paciência!
Franciel: - Ótimo.
Marcos: - Não tá estranhando?
Franciel: - O que?
Marcos: - Logo quando eu saí de casa tava um sol lindo, e um tempo agradável, agora veio essa névoa estranha, e ta ficando frio.
Franciel: - O mundo não faz sentido.
Marcos: - Vamos rápido, Franciel!
Franciel: - Pode ir na frente seu chato, eu te alcanço.
Marcos apressa o passo deixando Franciel pra trás.
Franciel: - Esse maldito não me esperou!
Então Franciel caminha sozinho em direção a escola. Após virar uma rua a direita, olha para um beco e vê um homem sentado no chão. A volta dele havia muito sangue, Franciel se aproxima, o homem estava gemendo ou tentando dizer algo.
Franciel: - Precisa de ajuda, senhor?
O homem não responde. Então Franciel se agacha e toca o ombro do homem.
Franciel: - Você está bem, senhor ?
Então o homem segura o pulso de Franciel e vira seu rosto. Da sua boca pingava sangue e seus olhos estavam avermelhados.
Franciel: - Aaahhhh!
Franciel toma um susto, puxa seu pulso da mão do homem e sai correndo dali. Aquele estranho senhor que usava ternos começa a se arrastar atrás de Franciel, seus gemidos eram instáveis e sua perna estava mordida.
Franciel fica ofegante e para na frente de uma loja de roupas para respirar um pouco. Ele percebe, ao olhar para a vitrine, que os manequins estavam todos caídos, e tinha muita tinta vermelha ali, ele decide se aproximar mais e percebe um braço jogado no chão da vitrine, devia ser de um manequim, mas do braço escorria alguma coisa vermelha, Franciel toma consciência e arregala os olhos, aquilo tudo ali não era tinta, e sim sangue.
Uma mulher passa ao seu lado gritando muito, estava com o rosto desfigurado, com apenas um olho. Ouvem-se buzinas, quando instantaneamente um caminhão pegando fogo atropela ela. Nada daquilo fazia sentido, Franciel sai correndo na direção da escola.
Marcos: - Aí está você! Eu tava te procurando.
Franciel: - Temos que sair daqui!
Marcos: - O que está acontecendo, Franciel?
Franciel: - Eu vi um cara em um beco e depois um braço, e tinha um caminhão!
Marcos: - Ei, ei, calma! Não caio mais nessas suas brincadeiras, hahaha.
Franciel: - Não é brincadeira, Marcos! Acredita em mim!
Maarcos: - Hahahahahaha! Se você achou que eu ia ficar assustado se deu mal, em!
Franciel: - Não estou brincando, Marcos! É sério!
Marcos: - Haha tá bom, então! Vamos pra escola que já estamos atrasados!
Franciel: - Mas... Mas... É verdade!
Marcos: - Vamos, Franciel!
Assim os dois chegam a escola Maverick, Franciel estava tremendo muito, eles seguem até o segundo andar e entram na turma 82.
Todos estavam lá e o professor Cássio passava matéria no quadro-negro.
Cássio: - Estão atrasados! Onde estavam?
Marcos: - Desculpa, professor. É que essa névoa nos atrapalhou.
Cássio:- Tá bom, sentem-se os dois.
Aryana:- Achei que vocês dois não iriam vir hoje!
Marcos: - Calma, Aryana, estamos aqui.
Aryana: - Por que o Fran tá com essa cara de quem viu fantasma?
Marcos: - Nada não!
Aryana: - Você sabe que eu vou descobrir!
Marcos: - Aff! Não é melhor você perguntar pra ele?
Aryana: - Você sabe que ele não me conta nada!
Cássio: - Vão parar de conversar aí atrás e copiar a matéria!
Aryana: - Sim, professor!
Na hora do intervalo todos os alunos vão ao pátio. Aquela névoa densa ainda pairava pela cidade, Franciel continuava muito quieto, sabia que ninguém ia acreditar nele.
Marcos: - Não vai falar com a Dienyfer, Franciel?
Franciel: - Você sabe que eu nunca vou falar com ela.
Marcos: - Mas então como pretende ficar com ela?
Franciel: - Sei lá Marcos, sei lá!
Aryana: - E essa névoa que não vai embora?
Marcos: - Muito estranho mesmo.
Franciel: - O pior não é isso, vocês ficaram sabendo que o vulcão voltou a ativa em Santaro?
Marcos: - Eu fiquei sabendo sim. Sua avó mora lá, né?
Franciel: - Mora.
Aryana: - Franciel o que foi? Se tá estranho.
Franciel: - Err... Nada não.
Logo Lion e Shaya se juntam ao grupo.
Lion: - E ai, gente!
Marcos: - Oi.
Lion: - Já estão sabendo da melhor?
Franciel: - Não! Fala aí.
Lion: - Vamos soltar um período mais cedo, porque faltou luz.
Aryana: - A escola está sem luz?
Shaya: - Parece que a cidade toda está sem luz, por causa dessa névoa.
Franciel: - E como você sabe disso?
Shaya: - Foi o que o diretor me disse.
Aryana: - Já acabou o intervalo, vamos pra sala.
"paaaa"
Um estrondoso barulho assusta o grupo.
Shaya: - O que foi isso?
Lion: - Pra mim, foi tiro.
Marcos: - Ai meu Deus!
Aryana: - O único que pode usar arma aqui na escola é o guarda.
Franciel: - Será que foi ele que atirou?
Lion: - Vamos até lá pra ver o que aconteceu.
Marcos: - Nem pensar que eu vou até lá!
Então, gritos e correria começam a acontecer pela escola.
Franciel: - O que está acontecendo aqui?!
Marcos: - Vamos pra sala, pelo amor de Deus!
Aryana: - Melhor a gente ir pra sala mesmo!
Franciel: - Não! Chega! Eu vou até lá!
Então, Franciel, em uma atitude extrema, vai até a entrada da escola.
Aryana: - Fraaannn!!!
Assim, Franciel olha em volta e vê muito sangue, havia alunos no chão enquanto outros comiam as suas carnes, tinha buracos de bala pelas paredes, ouvia-se gritos por toda parte, cadernos jogados ao chão manchados de sangue.
Franciel volta ao grupo que já estava indo até ele.
Franciel: - Vamos pra sala agora!
Marcos: - O que estava acontecendo lá?
Franciel: - Vamooss!!
Então o grupo vai correndo até a sala. Todos entram e põem as cadeiras e classes na frente da porta.
Lion: - Franciel, o que você viu lá?
Franciel: - Se eu falar, vocês não vão acreditar em mim!
Shaya: - Fala, Franciel, por favor.
Franciel: - Zumbis!
Marcos: - Como assim "zumbis" ?
Franciel: - É um apocalipse zumbi!
Lion: - Você só pode tá de brincadeira!
Franciel: -...
Lion: - Diz que é brincadeira, Franciel!
Franciel: -...
Lion: - Droga, droga, droga!
Shaya: - Calma, Lion.
Aryana: - Não podemos entrar em pânico agora!
Marcos: - Ai meu Deus!
Aryana: - Temos que ligar pra policia!
Assim, Franciel pega seu celular do bolso e liga pra policia, mas ninguém atende e uma gravação fala "infelizmente todos os telefones dessa região estão ocupados, tente novamente mais tarde".
Aryana: - E então, Fran?
Franciel: - Ninguém atende.
Shaya: - O que vamos fazer agora?
Então algo começa a bater na porta.
Franciel: -...
Lion: -...
Aryana: -...
Marcos: - Ai meu Deus!
Shaya: -...
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Quem será q esta batendo na porta. Ai meu Deus!!!
ResponderExcluirCurti esse capítulo, espero que não seja um zumbi que bateu na porta
ResponderExcluirhehe. Maneiro msm!
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